Há anos eu tinha a vontade de ir a Polônia principalmente para conhecer os campos de concentração nazistas que a Alemanha construiu no território (na época anexado a Alemanha) Polonês. E o maior, mais importante e famoso é o de Auschwitz. Então num programa para conhecer diversos países do nordeste europeu, minha primeira parada foi a Polônia. E Auschwits , sem duvidas é um dos destinos imperdíveis de Toda Polonia.

Entrada do museu de Auschwitz – Polonia, o mais famoso campo de concentração

Parti de Roma para Cracóvia com a Easyjet. Foi um voo tranquilo e em Cracóvia e fui de trem ate o centro. Meu hotel era próximo à estação central, porem como ainda não conhecia a cidade, peguei um taxi que deu um valor simbólico já que era realmente perto. Bastava atravessar uma rua e andar 50 metros que também estava já na Praça central de Cracóvia – A rynek glowny.
comprei pela internet meu bilhete para a manha seguinte para Auschwitz que fica na cidade de Oswiecim. Então o trem é em direção a Oswiecim. São quase 2 horas de trem, numa viagem tranquila ate chegar à cidade. Lá encontrei um rapaz da cidade muito simpático que ofereceu a mim e a um grupo que conheci no trem de nos acompanhar a pé ate o museu de Auschwitz. Claro que aceitamos e partimos para lá.

Auschwitz é o nome de uma rede de campos de concentração localizados no sul da Polônia operados pelo Terceiro Reich nas áreas polonesas anexadas pela Alemanha Nazista, maior símbolo do Holocausto perpetrado pelo nazismo durante a Segunda Guerra Mundial.

Antes de tudo tenho que lembrar que o nome correto, a pedido da Polonia, é: Auschwitz Birkenau – German Nazi Concentration and Extermination Camp (1940-1945) (Auschwitz Birkenau – Campo de concentraçao e exterminio da alemanha nazista). Esclarecendo assim que ali os poloneses eram vitimas também, e não responsáveis por aquele horror.

A partir de 1940, o governo de Adolf Hitler construiu vários campos de concentração e um campo de extermínio nesta área. A razão direta para sua construção foi o fato de que as prisões em massa de judeus, especialmente poloneses, por toda a Europa que ia sendo conquistada pelas tropas nazistas, excediam em grande número a capacidade das prisões convencionais até então existentes. Ele foi o maior dos campos de concentração nazistas, consistindo de Auschwitz I ; Auschwitz II–Birkenau (campo de extermínio), Auschwitz III–Monowitz, e mais 45 campos satélites.

Por um longo tempo, Auschwitz era o nome alemão dado a Oświęcim, na Baixa Polônia, a cidade em volta da qual os campos eram localizados. “Birkenau”, a tradução alemã para Brzezinka (floresta de bétulas), referia-se originalmente a uma pequena vila polonesa que foi destruída para que o campo pudesse ser construído.

No complexo construído, Auschwitz II–Birkenau foi designado como campo de extermínio e o lugar para a Solução Final dos judeus. Entre o começo de 1942 e o fim de 1944, trens transportaram judeus de toda a Europa ocupada para as câmaras de gás do campo.

O primeiro comandante, Rudolf Höss, testemunhou depois da guerra, no Julgamento de Nuremberg, que mais de três milhões de pessoas haviam morrido ali, 2.500.000 gaseificadas e 500.000 de fome e doenças. Hoje em dia os números mais aceitos são em torno de 1,3 milhão, sendo 90% deles de judeus. Outros deportados para Auschwitz e executados foram 150 mil poloneses, 23 mil ciganos romenos, 15 mil prisioneiros de guerra soviéticos, cerca de 400 Testemunhas de Jeová e dezenas de milhares de pessoas de diversas nacionalidades. Aqueles que não eram executados nas câmaras de gás morriam de fome, doenças infecciosas, trabalhos forçados, execuções individuais ou experiências médicas.

Em 27 de janeiro de 1945 os campos foram libertados pelas tropas soviéticas, dia este que é comemorado mundialmente como o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto. Em 1947, a Polônia criou um museu no local de Auschwitz I e II, que desde então recebeu a visita de mais de 30 milhões de pessoas de todo mundo, que já passaram sob o portão de ferro que tem escrito em seu cimo o infame motto “Arbeit macht frei” (o trabalho liberta).

Em 2002, a UNESCO declarou oficialmente as ruínas de Auschwitz-Birkenau como Patrimônio da Humanidade.